Memórias do breve século XX

                 Este século, cujos historiadores julgam ser breve, dizendo que começou na Primeira Guerra Mundial e teve seu fim com a queda do muro de Berlim, teve pequenas histórias com grandes personagens ou pequenos personagens com grandes histórias.
                 Em Paris, 1911, torre Eiffel, o Alfaiate se joga no vento, com objetivo principal de voar, mas o objetivo alcançado foi a desgraça de sua morte. 1912, o Ninjinski, maior bailarino até então conhecido falece décadas mais tarde, onde o balé já não era clássico. A cidade já não cheirava a cavalo. Pelo túnel o metrô. Pelo fio preto, a fala. Os quadros já eram Picasso. Uma tecnologia em avanço constante. O avião, no qual os sonhos já eram interpretados.
                Seculo marcado pelas guerras. "em uma guerra não se mata milhões de pessoas, mata-se aquela que adora espaguete, outro que é gay, outro que tem uma namorada. Uma acumulação de pequenas memórias" Cristian Boltanski. Século da destruição da família Jones. Tom Jones, o Bisavô, morre na 1° Guerra. Paul Jones, o Avô, morre na 2° Guerra. Robert Jones, o Pai, Vítima da Guerra do Vietnã e da humilhação, tendo sua perna jogada de um soldado ao outro. Robert Jones Junior, só teve vida nas tecnologias do ultrassom.
             Um soldado condecorado na Guerra do Vietnã produziu uma frase antológica: "Por matar dois homens recebi uma medalha, por amar outro fui expulso das forças armadas."
           Trabalhadores lutam por oito horas de trabalho, oito horas de lazer e oito horas de descanso. Muitos bigodes.
           Guerra Fria. Estados Unidos investem nos países que destruiu para impedir o avanço do socialismo na Europa. Alemanha se divide. A Oriental Socialista está separada da Ocidental Capitalista por um muro que Balin e Hermanne construíram. 1989, Jornal Nacional divulga a queda do muro de Berlim, e a mais triste imagem...A Bandeira Vermelha sendo retirada da onde o vento a balançava. Há vozes que dizem que com o seu balanço, os ventos levavam com eles coisas positivas e as entregavam nas casas de quem ainda tinha esperança.

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